domingo, 10 de abril de 2011
Alguém para nos representar
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
O suplício de um cidadão classe média
Tirei um dia de sábado com minha família, para cumprir a obrigação número 2365 de um cidadão de Classe Média: comprar todo o material escolar para os filhos, incluindo uniforme e livros.
Numa tarde quente do verão Brasiliense, fui a uma livraria juntamente com minha esposa e as
duas filhas pequenas e 3 e 7 anos, já que eramos obrigados à levá-las para que pudessem provar o uniforme.
Todo o martírio levou cerca de 4 hs, isto que minha esposa e as amigas dela ( também classe média) já tinham feito a pesquisa de mercado para verificar qual livraria tinha os preços mais em conta, o que no caso dos livros foi perda de tempo já que os preços são tabelados. Uma maneira técnica de se definir cartel.
O suplício que começou as 9h30 da manhã, só terminou as 13h30, com a fome inquietando a
todos nós, o dinheiro para o salgadinho, picolé e a pipoca já tinha acabado, não tinha mais como ludibriar as minhas filhas, aínda mais que o cheiro do frango na televisão de cachorro de uma lanchonete Morte Lenta estava começando a invadir a livraria, neste ponto a minha fascite plantar já estava latejando, pois não tinha uma mísera cadeira para sentar.
Pois bem, no final vem a conta: R$ 1.270,00 e minha esposa aínda me massacra sem querer,
falando que no colégio Dom Pedro, que é dos Bombeiros, se paga R$ 250,00 e já se sai com todo o material didático e uniforme, não se pagando mais nada o resto do ano, muito menos mensalidade, merenda, etc.
Pois é, são os meus impostos que pagam tudo isto, que pagam os 1800 professores do DF que estão fora das salas de aula, seja em funções burocráticas, seja de licença de um mês por causa de uma mísera conjuntivite ou então por esgotamento - pós-férias - em pleno inicio do ano letivo.
A escola em que minhas filhas irão estudar em 2011, é uma das melhores do DF e tem uma
mensalidade que é pouco mais da metade do custo médio por aluno das escolas públicas do DF, e apesar disto, o IDEB das escolas particulares do DF como um todo é 22% maior que o das escolas públicas.
Ou seja, em resumo, o cidadão de classe média paga:
- A mensalidade do colégio de seus filhos ( e dos outros);
- O uniforme e o material dos seus filhos ( e dos outros);
- O transporte escolar dos seus filhos ( e dos outros);
- O Lanchinho na escola dos seus filhos ( e dos outros);
- Os passeios que eles fazem durante o ano ( e dos outros);
Neste caso, nós temos que sustentar os nossos filhos com 20% de nosso rendimento e mais os
filhos dos outros com os 30% de impostos que pagamos, razão pela qual, o indice de natalidade nas classe média vem despencando nos últimos anos, limitando-se quando muito a dois filhos, enquanto nas classes de menor poder aquisitivo, não há nenhuma limitação quanto à natalidade, pois tudo é provido por nós Classe média, inclusive, casas, lotes, bolsa isso, bolsa aquilo, subsídio daqui e de lá, enquanto isso 50% da Classe C - que esta fora deste guarda-chuva assistencial - mora de aluguel, anda com carro basicão financiado em 60 x sem entrada e não tem direito a coisissima nenhuma.
Mas, voltando a livraria, após negociar o desconto e a quantidade de parcelas, veio a pá de cal no resto de paciência que aínda não havia me abandonado: percebi que estava pagando por um livro de FILOSOFIA para minha filha de 7 anos, a qual mal aprendeu a ler e escrever, aquilo foi me dando um arrepio e uma volta ao passado remoto, quando tive que encarar filosofia e sociologia na universidade, e poderia até dizer que toda aquela baboseira entrou por um ouvido e saiu pelo outro, mas, isto nem aconteceu já que prudentemnte bloqueei todos os meus orificios para evitar contaminação ideológica, e olha que era em 1986 e o esquerdismo bocó aínda não estava encalacrado nos cursos de exatas.
Já pensou daqui há alguns anos minha filha chegando em casa com um livro da Marilena Chaui e falando: "e ai cumpanhêro papai?!", pois não posso dizer que esteja livre desta praga, já que vi alguns alunos adolescentos do ensino público do DF carregando ebaixo do braço esta arma letal contra a inteligência deles.
Quando cheguei em caso, fui dar uma olhada nas noticias na internet e então, fui finalmente pregado na cruz com um princípío de úlcera nervosa ao ler estas matérias:
- Governo Lula gasta R$ 154 milhões com festas e homenagens..
- Efeito cascata do reajuste de deputados vai custar R$ 2 bi ao ano
- Governo negocia compra de avião para Dilma 5 vezes mais caro que o de Lula
E ai eu não tive outra coisa a fazer a não ser desligar o computador e dar a atenção que
minhas filhas merecem, com o resto de forças que Deus me deu naquele momento,
sabendo que eu tenho uma vida pela frente e terei que ser o melhor pai que puder para elas, mesmo sendo extorquido continuamente.
domingo, 12 de dezembro de 2010
O traço mais caro do mundo
Neste caso temos o traço mais caro do mundo, mesmo assim, nas comemorações dos três anos da TV Brasil, a diretora Tereza Cruvinel festejou “a conquista a cada dia de mais audiência”. Pura embromação. Em novembro, entre 7 da manhã e meia-noite, de acordo com o Ibope, a TV Brasil registrou 0,4 ponto de audiência no Rio de Janeiro. Há um ano, o índice era o mesmo. Considerando-se o orçamento anual da TV Lula, cada 0,1 ponto de audiência custa cerca de 100 milhões de reais por ano.
Também quem é que vai querer assistir petista entrevistando terrorista, terrorista entrevistanto sindicalista, sindicalista entrevistando mensaleiro, tudo travestido de jornalismo.
Esta é mais um dos lugares de onde o Serra ia tirar os R$ 600 para pagar o salário mínimo.
domingo, 14 de novembro de 2010
A verdade cruel das reservas externas
Logo abaixo, tem um pequeno trecho de uma tese de um Técnico do IPEA que dá uma boa noção da evolução deste custo nos últimos anos, em que quando o nível vai além de ótimo (após 2004) é porque tem dinheiro indo pro ralo. E muito dinheiro. Por isso que o cálculo no artigo do correio é a partir de 2004.
O que acontece é que o Governo para frear a queda do dólar, tem que emitir títulos, pagando 10,75% para enxugar estes dólares e depois investe estes dólares( que compõe a reserva) em títulos do tesouro americano - T-bond, que devem render cerca de 3,7% ao ano e em 2004 estava em torno de 7%.
Em resumo, como a perspectiva da taxa de juros no Brasil é continuar aumentando, já que o Governo não vai reduzir os gastos, este rombo só tende a aumentar também. numa espiral que vai arruinando nossa economia.
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Artigo do CorreioWeb
Brasília – A manutenção das reservas internacionais no período de 2004 a 2010 representou para o Brasil um custo de R$ 68 bilhões, informou hoje (11/11) o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, em audiência no Congresso Nacional.
Segundo ele, o acúmulo de reservas internacionais em cenário de crise traz benefícios ao Brasil de R$ 600 bilhões, ou 17,5% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, por garantir a estabilidade econômica. Sem essas reservas, o país estaria vulnerável e não conseguiria manter o atual nível de crescimento econômico.
De acordo com Meirelles, o valor de R$ 600 bilhões é calculado ao se levar em consideração que as reservas internacionais servem para evitar o agravamento de crises, e, com isso, não há redução da atividade econômica, aumento dos custos de captação pública e privada de recursos no exterior, elevação da taxa de juros e do custo de financiamento da dívida pública e perda na arrecadação de tributos.
Meirelles citou estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) que diz que países emergentes com baixas reservas tiveram custos até 25% do PIB, durante a crise financeira internacional. Nesse mesmo período, as nações emergentes com reservas internacionais elevadas tiveram custo de menos de 5% do PIB.
As reservas internacionais brasileiras estão em US$ 286,608 bilhões, segundo dados do BC, até o dia 9 deste mês.
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EStudo do IPEA
Calculando o estoque ótimo de reservas para o Brasil no período entre janeiro de 1995 e março de 2004 em função do desvio padrão do resultado do balanço de pagamentos, do custo de ajustamento do nível de reservas, do total de importações e do custo de oportunidade das reservas - definido como uma média ponderada da diferença entre o retorno das reservas e os custos das dívidas externa e interna.9
De acordo com seus resultados, as reservas observadas encontravam-se abaixo do nível ótimo antes da desvalorização de janeiro de 1999; entre 1999 e 2004, sucederam-se períodos de "sobreacumulação" e de "subacumulação" de reservas, e, a partir de março de 2004, o País já possuía mais reservas do que o considerado ótimo.
Assim, pela especificação original de BG, desde o final de 2005 já não é mais possível justificar o montante de liquidez internacional mantido pelo Banco Central do Brasil, e o processo recente de forte acumulação de reservas seria equivocado ( o que contradiz o Meirelles).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Onde estava a Classe média nesta hora?
PIADINHA DO DIA
Em algum lugar neste país, um prédio de 4 andares foi totalmente destruído
pelo fogo; um incêndio terrível.
Todas as pessoas das 10 famílias de Sem-teto, que haviam invadido o 1º andar
faleceram no incêndio.
No 2º andar, todos os componentes das 12 famílias de retirantes, que viviam
dos proventos da "Bolsa Família", também não escaparam.
O 3º andar era ocupado por 4 famílias de ex-guerrilheiros, todos
beneficiários de ações bem sucedidas contra o Governo, filiados a um ParTido
politico influente, com altos cargos em estatais e empresas governamentais,
que também faleceram.
No 4º andar viviam engenheiros, professores, empresários, bancários,
vendedores, trabalhadores com suas famílias. Todos escaparam.
Imediatamente o "Presidente da Nação" e toda a sua assessoria mandou
instalar um inquérito para que o "Chefe do Corpo de Bombeiros" explicasse a
morte somente dos cumpanheiros e porque somente os moradores do 4º andar
haviam escapado.
O Chefe dos Bombeiros respondeu:
- "Eles não estavam em casa - estavam trabalhando ou na escola...
Onde estava a Classe média nesta hora?
PIADINHA DO DIA
Em algum lugar neste país, um prédio de 4 andares foi totalmente destruído
pelo fogo; um incêndio terrível.
Todas as pessoas das 10 famílias de Sem-teto, que haviam invadido o 1º andar
faleceram no incêndio.
No 2º andar, todos os componentes das 12 famílias de retirantes, que viviam
dos proventos da "Bolsa Família", também não escaparam.
O 3º andar era ocupado por 4 famílias de ex-guerrilheiros, todos
beneficiários de ações bem sucedidas contra o Governo, filiados a um ParTido
politico influente, com altos cargos em estatais e empresas governamentais,
que também faleceram.
No 4º andar viviam engenheiros, professores, empresários, bancários,
vendedores, trabalhadores com suas famílias. Todos escaparam.
Imediatamente o "Presidente da Nação" e toda a sua assessoria mandou
instalar um inquérito para que o "Chefe do Corpo de Bombeiros" explicasse a
morte somente dos cumpanheiros e porque somente os moradores do 4º andar
haviam escapado.
O Chefe dos Bombeiros respondeu:
- "Eles não estavam em casa - estavam trabalhando ou na escola...
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
A oligarquia de esquerda
Leia artigo de Luiz Felipe Pondé na Folha de hoje:
Você acredita em justiça social? Tenho minhas dúvidas. Engasgou? Como pode alguém não crer em justiça social? Calma, já explico. Quem em sã consciência seria contra uma vida “menos ruim”? Não eu. Mas cuidado: o jargão “por uma sociedade mais justa” pode ser falado pelo pior dos canalhas. Assim como dizer “vou fazer mais escolas”, dizer “sou por uma sociedade mais justa” pode ser golpe.
Aliás, que invasão de privacidade é essa propaganda política gratuita na mídia, não? O desgraçado comum, indo pro trabalho no trânsito, querendo um pouco de música pra aliviar seu dia a dia, é obrigado a ouvir a palhaçada sem graça dos candidatos. Ou o blablablá compenetrado de quem se acha sério e acredita que sou obrigado a ouvi-lo.
Mas voltando à justiça social, proponho a leitura do filósofo escocês David Hume (século 18), “An Enquiry Concerning the Principles of Morals, Section III”. Cético e irônico, Hume foi um dos maiores filósofos modernos. É conhecida sua ironia para com a ideia de justiça social. Ele a comparava aos delírios dos cristãos puritanos de sua época em busca de uma vida pura. Para Hume, os defensores de um “critério racional” de justiça social eram tão fanáticos quanto os fanáticos da fé.
Sua crítica visava a possibilidade de nós termos critérios claros do que seria justo socialmente. Mas ele também duvidava de quem estabeleceria essa justiça “criteriosa” e de como se estabeleceria esse paraíso de justiça social no mundo. Se você falar em educação e saúde, é fácil, mas e quando vamos além disso no “projeto de justiça social”? Aqui é que a coisa pega.
Mas antes da pergunta “o que é justiça social?”, podemos perguntar quem seriam “os paladinos da justiça social”. Seria gente honesta? Ou aproveitadores do patrimônio dos outros e da “matéria bruta da infelicidade humana”, ansiosos por fazer seus próprios patrimônios à custa do roubo do fruto do trabalho alheio “em nome da justiça social”? Humm…
A semelhança dos hipócritas da fé que falavam em nome da justiça divina para roubar sua alma, esses hipócritas falariam em nome da justiça social para roubar você. Ambas abstratas e inefáveis, por isso mesmo excelentes ferramentas para aproveitadores e mentirosos, as justiças divina e social seriam armas poderosas de retórica autoritária e mau-caráter.
Suspeito de que se Hume vivesse hoje entre nós, faria críticas semelhantes à oligarquia de esquerda que se apoderou da máquina do governo brasileiro manipulando uma linguagem de “justiça social”: controle da mídia, das escolas, dos direitos autorais, das opiniões, da distribuição de vagas nas universidades, tudo em nome da “justiça social”. Ataca-se assim, o coração da vida inteligente: o pensamento e suas formas materiais de produção e distribuição.
A tendência autoritária da política nacional espanta as almas menos cegas ou menos hipócritas. A oligarquia de esquerda associa as práticas das velhas oligarquias ao maior estelionato da história política moderna: a ideia de fazer justiça social a custa do trabalho (econômico e intelectual) alheio.
Outro filósofo britânico, Locke (século 17), chamava a atenção para o fato de que sem propriedade privada não haveria qualquer liberdade possível no mundo porque liberdade, quando arrancada de sua raiz concreta, a propriedade privada (isto é, o fruto do seu esforço pessoal e livre e que ninguém pode tomar), seria irreal.
Instalando-se num ambiente antes ocupado pela oligarquia nordestina, brutal e coronelista, e sua aliada, a chique oligarquia industrial paulista, os “paladinos da justiça social” se apoderam dos mecanismos de controle da sociedade e passam a produzir sucessores e sucessoras tirando-os da cartola, fazendo uso da mais abusiva retórica e máquina de propaganda.
Engana-se quem acha que propriedade privada seja apenas “sua casa”. Não, a primeira propriedade privada que existe é invisível: sua alma, seu espírito, suas ideias. É sobre elas que a oligarquia de esquerda avança a passos largos. Em nome da “justiça social” ela silenciará todos.